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Conforto de livro quentinho

15 Mar

A vida tem fases, né? A de todo mundo. A minha tem. Tenho fases super motivada, energética e fases melancólicas. Fases de problemas também. Fases em que as dores falam mais alto e nestas horas eu tendo a me encolher. Cada um é de um jeito. A questão é que navegar em águas tranquilas não existe. Existe viver, estar vivo.

Hoje pensei no ano de 2007. Foi um ano em que tive uma grande perda na vida. Doeu muito. Fiquei sozinha em um lugar bem escuro dentro de mim. E os livros me ajudaram. Acho que existe livro de tirar de fossa, sim mas mais do que isso , tem livro que faz companhia. Livro amigo, quentinho, feito um colo. Sabe quem me ajudou em 2007? Harry Potter.

Nunca fui Pottermaníaca, não cresci esperando cada lançamento. Não era nem mesmo fã de mundos fantásticos. Mas basta uma decepção no mundo real pro mundo fantástico fazer sentido. Precisa ter algo mais do que isso…

Harry foi meu companheiro. Em dois meses li toda a saga. Li os dois últimos bem devagar já sofrendo de despedir do personagem. Os livros best-sellers tem uma má fama que não merecem. Eu acredito mesmo que tem apenas uma máxima em leitura literária: para cada livro seu leitor.

O leitor existe, a missão está completa. Paulo Coelho, Nicholas Sparks, JK Rowling, Agatha Christie e outros mais chegam no coração do leitor de modo certeiro. Críticas e conteúdos à parte. Nasce alguém que emerge nas entrelinhas de texto, que passa a carregar livro na bolsa, que se demora olhando vitrine de livraria, que analisa estante de livro da casa dos outros. Nasce um leitor. Um bichinho pica: está feito.

Por isso me orgulho muito dos meus tempos com Harry. Ele órfão, eu ferida sabemos bem o que passamos juntos naquele 2007. O livro era muito meu refúgio e até hoje é. Quando tenho fases mais dark, obscuras volto para Hogwarts. Leio e releio meus livros e trechos preferidos: amo Harry Potter e a ordem da fênix e Harry Potter e as relíquias da morte. Li tanto e com tanto amor que vejo com interesse a revolução provocada pela febre de Potter. Vejo ao contrário do que dizem os críticos ,há densidade literária na saga. Vejo jovens leitores que depois de Harry foram para outros livros! Muitos foram a lugar nenhum mas não importa. Importa o leitor que houve, naquele momento mágico em que o personagem, o mundo literário era só dele. Isolamento e profundidade ao mesmo tempo. Um conforto de livro quentinho.

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